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"A fé remove montanhas"
- Mestre Jesus -
Venho insistindo a cada semana, que a verdadeira viagem que fazemos na vida é a interior. Enquanto não aprendermos que o verdadeiro caminho é em direção aos nossos sentimentos, não nos possibilitaremos a construção da felicidade.
Sim, porque a felicidade é algo que se constrói diariamente, com consciência e controle de algumas emoções negativas que direcionamos ao mundo ou que se voltam contra nós.
Possuímos um grande inimigo, o medo. O medo e a fé são sentimentos opostos, pois o medo só acontece quando a fé se ausenta de nossos corações.
Enquanto temos fé, não sentimos medo. Por mais dificuldades e perdas que enfrentarmos em nossas vidas, ainda temos a força que nos fez sobreviver neste mundo difícil, a capacidade de construir, de refletir, de planejar um novo futuro.
Sem fé, sem acreditar que podemos, sem se apropriar dessa energia positiva que trazemos dentro de nós, abrimos um espaço perigoso, fortalecemos o medo, a dúvida se instala em nossas mentes e fechamos nossos corações.
Existem dois tipos de medo: o bom e o ruim. O medo bom é aquele que nos protege, que impõe os limites necessários à nossa caminhada, nos alertando dos perigos.
Já o medo ruim nos paralisa, deixamos de correr riscos, a vida deixa de ser uma aventura e se torna pesada, sem nenhuma graça, não abrimos mais os braços para receber o novo em nossas vidas. Só sentimos medo se não nos entregamos a mais nada, se não sentimos mais a intensidade dos melhores sentimentos que todos temos.
Somos seres reflexivos, ou seja, temos o poder de reflexão para reavaliar nossas vidas e observar minuciosamente cada passo, cada sentimento, cada escolha e certamente com os olhos bem abertos aos nossos erros e acertos poderemos diferencia-los, e começar um novo e consciente caminho.
Não se deve pensar na segurança desse caminho, pois viver é correr riscos, se aventurar.
Apenas entre em contato com aquilo que lhe faz feliz. É importante que você fique atento e aprenda a diferenciar a felicidade do prazer. A cada escolha que fazemos, devemos perceber se o que optamos traz felicidade ou prazer.
Há uma grande diferença entre os dois: aquilo que nos dá prazer é efêmero, o estado de felicidade é eterno. Veja bem, felicidade não é um sentimento de euforia, de estar com a energia sempre altíssima. É um estado de certa placidez e tranqüilidade, um sentimento de paz e harmonia.
É sempre melhor optar por algo que nos traga felicidade, que nos faça mais feliz. Só assim poderemos enfrentar as dificuldades inerentes à vida.
Perceba que a escolha certa sempre envolve algum sacrifício de nosso prazer. É necessário um aprendizado do controle de nossos instintos para saber escolher o que nos trará felicidade.
Por exemplo, quando vemos um vestido ou um carro novo e percebemos que seu preço é elevado demais para nos responsabilizarmos pelo pagamento, mas mesmo assim insistimos em querer aquele objeto de prazer a qualquer custo, e no impulso o compramos, fazemos um financiamento, nos endividamos, enfim, nos aliviamos da tensão que o desejo por esse objeto provocou em nosso organismo.
Nos sentimos felizes? Acredito que sim, mas temporariamente. Não passará muito até nos darmos conta de que a excitação do prazer que sentimos terminou e a única coisa que restou foi uma enorme dívida e junto com ela uma enorme dor de cabeça.
O prazer foi embora e junto com ele a felicidade. Quanto mais focarmos nossa felicidade em coisas fora de nós, mais infelizes nos tornaremos, porque a ambição e a necessidade de sucesso apenas aumenta nossa insegurança.
Quanto mais possuímos, mais inseguros nos tornamos, criamos mais ansiedade pelo apego que temos àquilo que conquistamos. Quanto mais temos, mais queremos ter em nome da segurança. Vamos nos aprisionando a cada conquista com medo de perder aquilo que conquistamos.
A bola de neve cresce juntamente com nossa ganância. A sensação de poder desenvolve a arrogância. Mas vocês se lembram do que foi dito lá no começo do artigo? Qual a emoção que está por trás de tudo isso? O medo!
E o que está por trás do medo? A ausência da fé.
Chego à conclusão que possuímos mais possibilidades de desenvolver a felicidade quando sentimos fé. Mas a fé é também algo que se desenvolve, diariamente, um exercício.
"A fé remove montanhas, não foi o que disse Jesus? E por que é tão difícil termos fé? Por que é tão difícil a entrega no simples movimento circular da vida? Como desenvolver fé e felicidade em um mundo como o nosso?
Devemos refletir. Faça algumas perguntas a você mesmo relativas a esse tema.
- O que é ter fé para mim?
- O que a falta de fé gera em mim? Ansiedade? (adivinhe qual o sentimento que habita largamente por baixo da ansiedade? O medo!)
- O que tenho feito efetivamente para ser feliz?
- O que tenho feito efetivamente para desenvolver a fé na vida?
Pare e reflita sobre sua vida, suas angústias e principalmente seus medos. Anote em um caderno, é bom para concretizar a idéia.
E comece um programa de mudança que deve partir de dentro de você. Esse exercício pode funcionar como um começo para a construção de uma vida nova e mais feliz!
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