Dando continuidade ao estudo dos sete raios, hoje falaremos um pouco sobre o sexto, que tem como característica a sublimação das emoções em atos devocionais diante da Divindade. É o momento em que o amor é colocado para fora, onde o objeto amado pode ser uma pessoa, um ideal ou a própria Divindade.
No segundo raio há uma identificação com o objeto amado e dessa forma há união e não dualidade. Já no sexto raio há a dualidade, há o amor a um ídolo. A tendência do sexto raio é a verticalidade, a ascensão. Representa o desejo de aperfeiçoamento, de crescimento e de progresso. A personalidade de sexto raio tem a necessidade de criar ídolos para adorá-los e segui-los, porque precisa dedicar toda sua emoção a alguma coisa ou alguém.
Num primeiro estágio, será sempre alguém o objeto de devoção, porque essa devoção será parcial, ciumenta e fanática. Não vê outra coisa senão o seu ídolo, num apego cego e unilateral. Isso acontece mesmo quando o objeto é uma idéia política ou religiosa. É um fanático, de visão estreita e limitada, capaz de morrer pelo seu ideal. Mas pode também ser cruel, injusto e destrutivo contra todos os que não reconheçam sua idéia.
A energia do sexto raio gerou todas as injustiças, as imposições cruéis, as guerras religiosas, as intolerâncias com as diferenças sociais e políticas.
O líder de sexto raio possui sempre a ilusão de ser movido por uma idéia justa e santa. Sofre muitas desilusões, mas é capaz de se recuperar, pois sempre encontra outro ideal para seguir, outro objeto para adorar. E assim vai vivendo, caindo e levantando, cada vez um pouco a mais para o alto, até que haja uma grande crise que os levará ao desapego final. A partir desse momento, passa a procurar Deus dentro e não fora de si. Sentirá a presença de Deus em seu coração e se tornará um guia, um mestre.
Para um homem de evolução média, a pessoa amada será sempre idealizada. Acredita que ela é perfeita, cheia de virtudes. Amará com devoção, fidelidade, paixão, mas exigirá exclusividade. Será ciumento e desconfiado e por isso se desiludirá constantemente. Tem grande capacidade de sacrifício, sublimação, ascetismo, heroísmo, ou seja, as características de um místico, de um santo.
Podemos encontrar pessoas de sexto raio entre os cientistas, políticos, artistas. Encontraremos sempre a devoção como característica dessas pessoas, pois colocam as emoções em suas atividades. Precisam aprender a aceitar as diferenças, deixar de lado o fanatismo e se colocar no centro de si para expandir sua visão de vida. Precisa entender que nada é absoluto, dessa forma consegue certa estabilidade.
Quando percebe que não existe uma só verdade, um só mestre ou um só ideal, costuma passar por profunda crise, como se o chão se abrisse aos seus pés. Mas é uma crise que produz uma reorientação. Desaparece o fanatismo, a falta de compreensão e aceitação quanto às diferenças. E através desse processo ele é induzido à quietude, ao vazio e ao silêncio. Aprende a olhar dentro de si e reconhecer que a vida está dentro dele. Reconhece Deus em todas as coisas, no coração de todos os homens. Aprende a expressar o amor apesar de todas as diferenças.
Este é o raio do Mestre Jesus e do Arcanjo Uriel. É o raio da devoção, do serviço, da cura e da paz. Hoje Jesus está no cargo de Instrutor do Mundo junto ao Mestre Kuthumi, do segundo raio. A direção passou a ser de Mestra Nada que tem seu templo em Massachussets, nos Estados Unidos, e possui a forma de uma rosa, onde cada pétala é uma sala e no centro se encontra o fogo divino. Mestra Nada foi sacerdotisa na Atlântida e exerceu a advocacia em outras encarnações e hoje ensina a senda de Jesus - a Cristandade.